Entrevista, pesquisa de mercado e score de viabilidade para a tese de negócio do Gabriel: uma consultoria que cruza investigação acadêmica com sabedoria popular para nomear e resolver racismo, capacitismo e preconceito dentro das empresas.
Fundamento sólido, etapa comercial ainda não começou.
Cada bloco da entrevista foi classificado com base no que foi dito, não no que soaria bem. Dois blocos fortes, seis frágeis, dois com lacuna real — a pesquisa de mercado (seção 3) fechou parte dessas lacunas.
Problema real e bem entendido via 3 anos de liderança comunitária, mas ainda sem prova de manifestação dentro do ambiente corporativo especificamente.
3 níveis definidos com formato comercial. Diferencial: formação de lideranças internas no grupo de afinidade, algo que nenhum concorrente mapeado oferece.
Só conhecia 2 referências próprias. Pesquisa mapeou mais 4 concorrentes diretos e a paisagem institucional do setor.
Hipótese de mirar empresa média é razoável. Decisor de compra não estava mapeado — pesquisa trouxe uma inferência fundamentada.
Zero preço, zero estrutura de custo no esboço original. Pesquisa trouxe faixas de preço por nível com argumento de posicionamento.
Atua sozinho, aberto a parceiros pontuais quando o desafio pedir. Falta só um critério definido de quando e quem trazer.
Existe validação paga real: piloto completo numa comunidade + 1 cliente pago. Falta o primeiro cliente especificamente corporativo.
Ativo de origem muito forte: 15 anos de escuta viva, liderança comunitária real, já vendeu e entregou o serviço duas vezes.
Riscos reconhecidos (mercado, dependência de venda B2B), mas sem plano de mitigação definido ainda.
Direção clara — consultoria de porte médio, o quanto antes — mas sem prazo ou meta numérica.
Empresas brasileiras enfrentam racismo, capacitismo e preconceito estrutural que raramente aparecem com o nome correto: surgem mascarados como "problema de desempenho", "dificuldade de adaptação" ou "falta de engajamento". A pressão pra nomear e agir sobre isso está crescendo: a Lei nº 14.553/2023 já obriga autodeclaração étnico-racial em registros trabalhistas, e certificações DEI devem triplicar até 2026.
Gabriel entende esse problema na prática: fundou e liderou por 3 anos um coletivo de raça numa comunidade religiosa, com "incontáveis casos" testemunhados de perto. A lacuna é que essa vivência ainda não foi aplicada dentro do ambiente corporativo especificamente.
Sessão avulsa de 1h30–2h ou trilha de 3–4 encontros, roteiro construído com a empresa.
6 meses de encontros mensais, com formação de lideranças internas pro grupo seguir sozinho depois.
Diagnóstico + intervenção sob medida, encerrando com plano de ação entregue à liderança.
Achado central: ao contrário da narrativa de corte generalizado de orçamento DEI (mais forte nos EUA), o Brasil está resistindo. 52,8% das empresas brasileiras não sofreram impacto em suas ações de DEI, e só 7,9% preveem redução de investimento pra 2026. Confiança alta
Funil ilustrativo, larguras não estão em escala real (as ordens de grandeza entre as três camadas são grandes demais pra caber num mesmo eixo linear).
| Nome | Perfil | Diferencial frente ao Gabriel |
|---|---|---|
| Janaina Gama já conhecida do Gabriel | Advogada + Letras, mestrado em Direitos Humanos, doutoranda UERJ, certificações Harvard/GWU/Barcelona, professora em FGV/ENAP | Credencial acadêmica muito mais robusta; espectro mais largo (11 frentes de D&I, não só raça) |
| Tânia Chaves | +30 anos em comunicação corporativa, ex-executiva, LinkedIn Top Voice, consultoria DiVerso e Prosa | Marca pessoal forte construída em cima de carreira corporativa prévia |
| Humma Consultoria | "Palestra de Letramento Racial" vendida como produto empacotado via marketplace | Modelo produtizado, preço mais fácil de comparar |
| Remodelagem | Palestras, workshops e jornadas sobre temática racial | Formato parecido ao nível 1 do Gabriel |
Referência não-concorrente: Colina (liderança feminina corporativa) expõe métricas de impacto que nenhum concorrente direto do Gabriel expõe — +250 mentoradas, 9 logos de cliente, matéria na Exame. Oportunidade de diferenciação se o Gabriel construir prova social parecida.
Nenhum concorrente mapeado expõe preço publicamente — isso por si só é um dado: esse mercado precifica sob consulta, não com tabela pública. As faixas abaixo usam como proxy o mercado geral de palestra corporativa no Brasil (R$ 3 mil a R$ 250 mil, com faixa comum de R$ 7–25 mil pra evento de médio porte). Alta pra faixa geral Estimativa pra aplicação ao caso
| Nível | Faixa sugerida |
|---|---|
| Palestra avulsa | R$ 3.500 – R$ 8.000 |
| Trilha de letramento (3–4 encontros) | R$ 12.000 – R$ 20.000 |
| Grupo de afinidade (contrato semestral) | R$ 18.000 – R$ 36.000 |
| Projeto customizado | a partir de R$ 15.000 |
| Risco | Mitigação sugerida |
|---|---|
| Ciclo de venda B2B longo pra tema sensível, sem cliente corporativo ainda | Priorizar palestra avulsa como porta de entrada de menor ticket e menor fricção de decisão |
| Corte de orçamento de D&I | Dado de mercado atenua o risco (Brasil resistindo à tendência global), mas manter pacote de ticket baixo como alternativa |
| Depende só dele, sem equipe | Formalizar critério de quando trazer parceiro pontual, começando pelo nível 2 |
| Nenhuma prova social pública ainda | Documentar o piloto já feito como case, mesmo não sendo corporativo |
Julgamento estruturado a partir do que foi entrevistado e pesquisado, não uma previsão de sucesso garantido. Serve pra comparar a maturidade das partes do negócio entre si, não pra prever receita real.
As três lacunas abaixo concentram o maior efeito no score se resolvidas. Todo o resto do plano de trabalho gira em torno delas.
Existe validação paga real (piloto + 1 cliente), mas fora do público-alvo declarado.
As faixas sugeridas nesta pesquisa são ponto de partida, não preço validado pelo mercado real.
A Colina mostra o padrão de prova social que falta: números de impacto, depoimentos, logos.